28 de Junho de 2009

Um manifesto com prioridades

Surgiu recentemente um manifesto, subscrito por 51 economistas e cientistas sociais, que apela à necessidade do investimento público neste período de crise. O oposto será, portanto, cruzarmos os braços. Deixo aqui o Manifesto retirado de um blogue que aconselho, o Ladrões de Bicicletas:
Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso. (VER MAIS)

Guru na área da transformação organizacional aconselha Obama

Don Tapscott

Obama should look to Portugal on how to fix schools



President Obama already knows that the nation’s schools are failing a large number of young Americans. One-third of all students drop out before finishing high school. It’s a terrible record, and it’s even worse in inner city public schools, where only half of blacks and Hispanics graduate from school. This is not a legacy that would make anyone proud: More young Americans on a proportionate basis drop out of school today than at any other time in our history.

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24 de Junho de 2009

A gravata laranja

9 de Outubro de 2009 - à porta de um cidadão eleitor:

Muito boa tarde! Pretendo confundi-lo, perdão, convencê-lo a votar no melhor presidente para a Câmara, vereadores, deputados municipais, projecto autárquico para o futuro, dizer-lhe o que fizemos nos últimos quatro anos no concelho a partir dos órgãos municipais e também convencê-lo a votar nos melhores deputados e Primeiro-ministro para Portugal, bem como no nosso projecto para o futuro do país e dizer-lhe o que fizemos nos últimos quatro anos no país, a partir do Governo/Assembleia da República e também convencê-lo a votar no melhor presidente da Junta e melhores deputados da Assembleia da Freguesia, mostrar-lhe o projecto para a nossa terra e dizer-lhe o que fizémos nos últimos quatro anos, a partir da Junta/Assembleia de Freguesia. Tenha a bondade de aceitar este manifesto de ideias para o nosso concelho, outro para a nossa freguesia e, se não for abusar do seu tempo, peço-lhe que leia também este sobre as nossas ideias para Portugal e para os portugueses. Trouxe ainda umas canetas com o nome do nosso concelho e uns bonés com o nome do nosso país, apesar de terem slogans diferentes, se reparar bem, possuem o mesmo símbolo. Pedia a sua atenção para o facto de, num dos boletins, este símbolo aparecer no 2º lugar a contar de cima, noutro em 4º lugar a contar de baixo, noutro exactamente a meio e noutro já me esqueci.


Nota1: possível resposta a este post - Isto é pôr em causa a maturidade política dos eleitores! Para além disto, felizmente, gente séria não faz campanhas assim, empenha-se a debater as ideias e propostas com os cidadãos.
Nota2: estou certo que a pressão dos partidos e da sociedade civil não vai permitir a solução caricaturada.

23 de Junho de 2009

PSD

18 de Junho de 2009

Entrevista de José Sócrates

Estilos na entrevista:
- Ana Lourenço permitiu que o Primeiro-ministro explicasse as medidas, como todos exigiam, e conduziu uma entrevista como fazem na BBC, CNN, etc…
- José Sócrates não foi arrogante e estava muito bem preparado.

Conteúdos a salientar:
- O PM admitiu, e bem, que o processo de avaliação dos professores não correu bem e fez bem em lembrar como começou a tensão na Educação: os professores fizeram greve aos exames por se implementarem aulas de substituição – incrível…
- Dividiu bem dois períodos: 2005-2007 e 2007-2009. No primeiro, Portugal era o único país europeu com défice excessivo, no segundo está dentro da média da EU.
- Lembrou que em 2007, 133000 postos de trabalho (!) tinham sido criados.
- Opinou, calmamente, sobre o que separa os dois possíveis Primeiros-ministros: Sócrates defende a intervenção do Estado e os serviços públicos (Segurança Social, Saúde e Educação) e tem uma mentalidade mais aberta (ivg, divórcio…); Ferreira Leite apoia a privatização e é altamente conservadora (casamento/procriação; obras públicas/xenofobia).
Depois, o que o separa da outra esquerda é o facto de não abdicar de ter as contas do Estado em ordem.
- O combate à crise faz-se também com a aposta em áreas estratégicas (requalificação de escolas, aposta nas novas energias e alargamento da rede de banda larga).
- As obras de maior envergadura dão emprego e “oportunidades de negócio” às empresas. Em particular, a Alta Velocidade em Portugal “tem 15 anos” (!) e exibiu documentos da era Barroso. Explicou como esta aposta combate a periferização do país. Adiar tem custos - espero que todos entendam isto, nomeadamente no que respeita a devolver dinheiro à EU e as consequências do facto de nos tornarmos dos únicos países a desistir de investir na Alta Velocidade (ver post anterior).
- Portugal foi o primeiro país a combater a crise no sector automóvel.
- Exemplo paradigmático que refere a dimensão do apoio, alegadamente excessivo, do Governo português, aos bancos: na Irlanda apoiou-se com o equivalente a 267% do PIB do país; no Reino Unido com 82%; em Portugal com 14%...
- Se o BPP falir hoje, não afectará o conjunto. No início da crise a falência do BPN afectava, aliás, na mesma altura, não por acaso, foram nacionalizados sete outros bancos na Europa. Acresce a referência importante ao Lehman Brothers, que o governo americano deixou cair ingenuamente-erro decisivo para o colapso do sistema financeiro. Em relação ao BPN, explicou que apoia depositantes, mas não pode apoiar aqueles que o banco transformou em investidores, pois os contribuintes não devem pagar tudo. Tal situação seria um grave precedente, pois, a partir daí, o Estado Português teria de ajudar todos os investidores que perdessem dinheiro. Recordou que as falências do BPN e do BPP se devem a uma gestão irresponsável com suspeitas de graves actos criminosos.

10 de Junho de 2009

Que futuro para a Europa?

Era necessário mudar a Europa e o equilíbrio de forças no Parlamento Europeu, como demonstra este vídeo/mensagem de campanha, muito bem conseguido pelo PSOE:

9 de Junho de 2009

Xiitas derrotados

A coligação pró-ocidental, liderada por Saad Hariri, venceu as legislativas de ontem no Líbano, superando o movimento Hezbollah. Isso contribuirá para a paz na região e no mundo (afastando a possibilidade de apoio oficial a Teerão) ou para a sublevação das milícias capazes de esmagar o exército nacional? Julgo que, em parte, dependerá da solução de Governo que se irá apresentar. De qualquer modo, nunca será fácil. Esta é uma região e, particularmente, um Estado, cujos cidadãos, das várias gerações, só conhecem o permanente estado de guerra.

8 de Junho de 2009

PSD eufórico com a vitória esmagadora da abstenção. E o futuro?

A derrota do PSD+CDS/PP em 2004 acabou por ser mais grave: na altura, o PS teve mais 4 mandatos, hoje PSD+CDS/PP têm mais 3 que o PS. A vitória do PSD foi alcançada com uma percentagem fraca e este partido está demasiado eufórico. A abstenção foi elevadíssima e os votos brancos aumentaram quase 100 por cento. Mas, claro, a derrota do PS foi surpreendente. Depois de uma campanha socialista mais mobilizadora e depois do PS apresentar uma lista de candidatos mais conhecidos do que os do PSD, as sondagens são todas contrariadas, quanto aos resultados do PS e do CDS/PP.
Em momentos de crise, a história repete-se: as forças extremistas/populistas, sobem ou resistem. Neste caso, as da CDU e do BE, já previstas, e a do CDS/PP, em Portugal, ou as de Berlusconi ou Sarkozy, etc. A maioria dos Governos em exercício são penalizados, como começou por acontecer nos EUA e aconteceu ontem por toda a Europa. No geral, infelizmente, não houve a percepção clara de que as receitas conducentes à crise tiveram origem num ideário de direita. Na crise, os partidos não possuem receitas eleitorais infalíveis, é tudo demasiado volátil.
Falou-se muito pouco da Europa. Lembro-me que Vital Moreira tentou colocar à discussão uma velha proposta, o imposto europeu, parecido com a taxa Tobin que o BE antes defendia, e desatou logo tudo aos gritos... Hoje só se referem às consequências caseiras dos resultados de ontem. Hoje ninguém fala da UE, um dos projectos mais extraordinários da história das nações, onde se consolidou a maioria da direita que trouxe a crise.
Acredito que as pessoas que não foram às urnas terão outra motivação quando estiver em causa a governabilidade de um país pobre, com falta de qualificação das pessoas e das organizações, com um Estado insuficiente. Será que os portugueses querem que Ferreira Leite represente Portugal? Será que os cidadãos portugueses quererão a esquerda comunista a fazer um segundo PREC?
Há uma missão do "povo de esquerda". Temos de compreender o fenómeno de fragmentação da esquerda que levou ao estado lastimoso, por exemplo, da esquerda francesa. Não podemos permitir o surgimento de uma paisagem política à francesa, com uma direita instalada e sem oposição. Opções à esquerda(?) - foram bloquistas que chamaram "traidor" a Vital na Manifestação de 1 de Maio, "traidor" por deixar de ser comunista...

4 de Junho de 2009

Campanha errante

Ultimamente, ando muito viajado

1 de Junho de 2009

Alta Velocidade

Hoje Paulo Portas disse “há quem diga TGV, TGV, TGV”, e concluiu, “nós dizemos Pequenas e Médias Empresas”. A verdade é que a Alta Velocidade (AV), entre outras coisas, serve, precisamente, para arranjar trabalho às empresas. Aliás, hoje também, Ilda Figueiredo visitou uma fábrica de manutenção de meios ferroviários e correu-lhe mal, pois ouviu um trabalhador dizer que ansiava pela chegada das linhas de AV a Portugal, para ter mais trabalho. É óbvio.
Sou adepto da Alta Velocidade por várias razões. Desde logo, não podemos ficar orgulhosamente sós, desligados da rede europeia de transportes, até porque as nossas linhas tornar-se-ão obsoletas, incompatíveis, para as ligações com Espanha.
O transporte dinamiza a mobilidade europeia de pessoas (empresários, turistas, massa cinzenta...) e de mercadorias. Permite Lisboa-Madrid (3h); Lisboa-Porto (1h15m) e, espero, Aveiro-Madrid (2h), favorecendo o crescimento económico e a coesão territorial europeia.
Claro que esta questão do investimento público é também ideológica. Eu não tenho preconceitos quanto ao investimento público, muito menos em obras estruturantes, benéficas para a fixação de plataformas logísticas, empresas e, com efeito, empregos, num momento em que precisamos do Estado para combater a crise e criar emprego, também qualificado, neste caso.
O exemplo da minha perspectiva, como aveirense: desejo que venha uma linha de Madrid até à estação prevista para o meu distrito. O porto de Aveiro tornar-se-ia fundamental para a Europa, particularmente para a Península Ibérica. E nas praias e lojas de Aveiro aumentarão a quantidade de espanhóis aos fim-de-semanas e no Verão.
No mundo desenvolvido é assim. Há dias, Barack Obama apresentou um projecto de 8 biliões de dólares para aplicar a AV num território dos EUA. É uma grande aposta da Nova Administração. Noutros países, como em França, as comunidades mobilizam-se em manifestações e petições para conseguir que a AV pare nas suas terras. Encontrei a de Auvergne, no outro dia, com o slogan “Le TGV en Auvergne cést possible”. Taywan liga pólos tecnológicas com AV, é uma forma de ligar clusters de inovação, de ligar regiões, cada qual, com a sua área de vanguarda.
Para além de tudo é um comboio amigo do ambiente, movido a energia mais sustentável e oferece viagens a várias horas do dia e mais baratas que um bilhete de avião.

30 de Maio de 2009

A Europa em discussão

Ao longo desta campanha tenho tido a oportunidade de debater a Europa em várias plataformas de comunicação e em vários formatos. Ontem respondi para o PNETPolítica (http://pnetpolitica.pt/). Já agora, visitem o blogue ovalordasideias.blogspot.com.

26 de Maio de 2009

PSD de Ferreira Leite não gosta e abdica de Comícios

Como é possível ser-se político quando não se tem a capacidade de estar com os outros e abraçá-los?

24 de Maio de 2009

Bem feita!

5 de Maio de 2009

Como chegar aos 10 por cento?

Tenho dúvidas crescentes sobre se o PCP e o Bloco de Esquerda (Movimento Ruptura) teriam a mesma reacção se Paulo Rangel se tivesse dedicado a celebrar o Dia do Trabalhador. Curiosamente ou não, nunca criticam o PSD nas suas intervenções inflamadas. Há uma ambição na política partidária que impede alguns partidos de se afirmarem com ideias, antes com estratégias calculistas, independentes da ideologia. Mas há ainda uma luta com contornos especiais - o combate à maioria absoluta do PS. Curiosamente na última sondagem os pontos percentuais (leia-se "votos") da CDU passam para o PSD...

30 de Abril de 2009

Ai agora aparecem?!

“Meus filhos, sejam extremamente mal-educados para visitantes das Escolas e depois tenham muito medo do senhor mau que vos vais fazer perguntas. Estamos orgulhosos.”

Aceito que poderá ter sido desnecessário questionar os alunos acerca do que se passou na Escola de Fafe, mas o aparecimento público dos pais dos estudantes que atiraram ovos, gritaram impropérios e tiveram comportamentos agressivos, para dizerem que estão chateadíssimos com a Inspecção-geral da Educação é sensacional.

É importante preservar o bom hábito das manifestações de insatisfação/inconformismo na nossa democracia e, simultaneamente, continuo a considerar que os pais deviam ser co-responsabilizados pelos comportamentos inadequados dos alunos, como acontece em alguns países. Só assim não temos de esperar gerações para que certos paradigmas de mentalidades mudem, no sentido de fazer com que os pais valorizem a Escola e as qualificações dos filhos, com as implicações que terão nas suas vidas pessoais e profissionais. Acho mesmo que isto é determinante para o sucesso do nosso país, pois os órgãos de gestão e os professores per si são insuficientes para valorizar as funções da Escola.

27 de Abril de 2009

A mordaça de Rangel

Ó candidato Rangel, esta história da mordaça já perdeu a piada, não sei porque insiste em repeti-la quando já ninguém lhe liga... Tem que inventar outra graçola ou brejeirice das suas.

26 de Abril de 2009

Aposta nos genéricos

O Estado vai comparticipar a 100 por cento os medicamentos genéricos a reformados com rendimentos inferiores ao Salário Mínimo Nacional, ou seja, 450 euros por mês. Segundo o Governo, esta medida entrará em vigor, no máximo, a 1 de Julho, custará aos cofres públicos cerca de 40 milhões de euros e vai abranger cerca de um milhão de pensionistas. Esta medida é absolutamente extraordinária no apoio aos mais desfavorecidos e é verdadeira política socialista na área da saúde.

25 de Abril de 2009

O blog é uma arma

22 de Abril de 2009

PSD: um partido da Europa de HOJE?!

Mais do que nunca, é urgente mobilizar os jovens e o país em torno de ideias em prol da dignidade humana, da integração, da democracia, de políticas para os jovens, de modernidade na Europa, de respeito e igualdade e rejeitar as ideias deste vídeo paradigmático.


13 de Abril de 2009

Abanar consciências

Os sismos que se têm verificado na Europa não surgem por acaso. Não me parece que seja fantasioso, alarmista ou exagerado da minha parte associar estes eventos aos desiquilíbrios decorrentes das alterações climáticas. É bom que este período não ponha em causa as políticas verdes, identitárias até, da União Europeia, em detrimento das de combate à crise, na medida em que estamos a falar de duas crises que precisam de respostas poderosas e globais.

11 de Abril de 2009

Eleições Europeias

Antes de mais, uma manifestação de interesse: integro a lista dos 29 candidatos do Partido Socialista para as Eleições Europeias. Aproveito também este espaço para apelar ao interesse de todos pelas iniciativas que nos permitirão debater a União. Está muito em jogo. Mobilizem-se, participem, debatam, sugiram, discordem... é importante que a Europa esteja na ordem do dia, pois isso seria proporcional à importância que tem para Portugal e para os portugueses.

3 de Abril de 2009

Pensamento II

"Tom Sawyer hoje em dia, para vender, tinha de passear no Mississipi num bote repleto de dinamite. Heidi, para poder passar na TV, tinha de transportar consigo mais de meia dúzia de granadas debaixo do saiote. Os três porquinhos para serem vendíveis no século XXI teriam de ser karatecas de altíssima competição e portadores de, pelo menos, duas uzis e três shotguns. A Branca de Neve só conseguiria alcançar a fama se, em vez de morar com os sete anões, habitasse com os sete guerreiros do planeta XirionZ, todos eles armados até aos dentes com pistolas automáticas. Razão para alarme? Nada disso. Ainda não houve nenhum jovem português a entrar armado numa escola disparando sobre colegas, professores e funcionários. Mas já houve americanos. E finlandeses. E alemães. O que nos vale são os (Marlon) brandos costumes." (excerto de post no oreivaipudico.blogspot.com)

Assunto Vital

Assisti a uma intervenção de Vital Moreira em Viseu. Fiquei deslumbrado com a sua capacidade pedagógica e com o discurso perfeitamente escorreito, organizado e completo sobre a Europa. Tinha colocado dúvidas acerca da sua capacidade de mobilização, mas entendo agora que foi benéfica a sua apresentação pública com a antecedência necessária, pois tem tempo para percorrer o país, agregar e seduzir as pessoas com os discursos que apresentam também as linhas de orientação do seu programa político. Pode ser a pessoa que precisamos para que a generalidade dos cidadãos entenda as questões europeias e se interesse por elas. Isto de conciliar as pessoas com a Europa, não é só treta retórica gasta, é um assunto de Vital importância.
Vital falou de cidadania europeia, da crise e das responsabilidades da Europa, de jovens estudantes no mercado europeu, do programa Erasmus, dos serviços públicos, dos tratados, da arquitectura institucional, dos grupos de partidos europeus, dos fundos que afectam os saneamentos básicos..., dos tarifário dos telemóveis, dos mestrados europeus, da qualidade de vida, da segurança alimentar, das fronteiras da Europa, da Justiça, etc, etc... De tudo o que nos parece longe e de tudo o que nos é próximo e que decorre da nossa cidadania europeia e "Nós, europeus" é um bom lema para a sua campanha. Note-se também a lisura e inteligência com que trata e se distingue dos adversários eleitorais.
Parece que o PSD e o CDS que ficaram definitivamente sem programa depois desta crise, pois não terão coragem para defender a visão conservadora que possuem sobre a Europa, defendendo a pouca intervenção do Estado, a privatização dos serviços públicos, dos bancos públicos, etc. Quanto ao BE e à CDU fico à espera para perceber a dimensão do seu preconceito em relação á União Europeia.

Pensamento

Onde anda Manuel Alegre? Ouvi Antonio Barreto dizer hoje na Antena 1 que ele deve ter percebido que não se pode mostrar muito (que é como quem diz, portar-se mal com o PS) nestas três eleições pois isso colocaria em causa o seu objectivo em ser candidato à presidência da República, a única razão que, no entender do sociólogo, justifica o seu comportamento até aqui.

27 de Março de 2009

Lula e a crise

Lula da Silva encontrou-se com Gordon Brown e disse:
A crise financeira internacional foi criada por “gente branca e de olhos azuis”... “Não conheço nenhum banqueiro negro ou índio”.
“Não é possível uma sociedade em que você entra no shopping ou no aeroporto e é filmado, sempre vigiado, e o sistema financeiro não ser vigiado e não ter uma regulação.”

23 de Março de 2009

A audácia da esperança

E assim, Obama prossegue a sua senda em prol da paz global: vídeo do público.pt

18 de Março de 2009

Aumentar salários em tempos de crise

Silva Lopes criticou ontem, de forma veemente, uma das medidas do Governo, nomeadamente o aumento dos salários dos funcionários públicos.
A inflação será de um por cento, o crescimento económico será menos três por cento e o Governo decidiu aumentar os salários em quase três por cento, o que representa um aumento real de dois por cento. A Rússia é um exemplo paradigmático: desceu os salários dos funcionários públicos em 22%!
Apesar de tudo parece-me uma importante medida social.

15 de Março de 2009

Apelo ao (não) voto

Os movimentos de professores aprovaram uma proposta de realização de um crachá a dizer "Sou professor não voto em Sócrates". Afinal, é ingénuo quem julga que os movimentos citados preferem gastar dinheiro em crachás ou debates sobre as justas reivindicações relativas à carreira docente. O seu dinheiro tem servido para pagar processos em tribunais para suspender leis aprovadas pela República, substituir-se a partidos e pagar crachás alusivos às legislativas, vender mensagens de tranquilidade para a Escola, como a ameaça de não avaliarem os alunos, etc.
Concordo com algumas reivindicações, mas os professores têm de perceber que a forma como as coisas vão acontecendo serão sinais de que estão a ser instrumentalizados para fins eleitorais.

13 de Março de 2009

Aníbal Comentador da Silva

Questionado sobre a crise actual, Cavaco Silva lançou no outro dia esta pérola: Ai, agora não falo sobre isso, "porque estou a escrever uns artigos". Perdão?! Mas o Presidente da República evita responder a perguntas porque anseia acudir-nos na qualidade de grande comentador da crise? Sou capaz de jurar que essas não são as suas atribuições. Podia manifestar confiança em relação ao futuro, aos portugueses, etc, mas preferiu anunciar que vai aparecer em grande com "uns artigos" da sua Exma. autoria.

12 de Março de 2009

Ilunga

Carlos Candal insurgiu-se ontem contra o facto de Manuel Alegre ainda não ter levado "um chuto" do PS. Há tempos cerca de mil tradutores de todo o mundo consideraram que saudade é a palavra portuguesa mais complicada de traduzir e ilunga, vocábulo da República Democrática do Congo, a mais difícil de traduzir de todas as palavras do mundo. Ilunga significa aquele que está disposto a perdoar uma pessoa à primeira, a tolerá-lo à segunda, mas nunca uma terceira. Manuel Alegre, agora, até diz que, se pudesse, candidatava-se contra o actual Primeiro-ministro. José Sócrates tem saudades do Manuel Alegre solidário no PS e é um ilunga paciente que demora a alcançar a terceira fase do seu significado.

11 de Março de 2009

Nós, sabemos.*

Pinto Monteiro criticou a redacção proposta para o regime aplicável à prevenção da violência doméstica, pois tem "muitas redundâncias" e erros terríveis como vírgulas entre o Sujeito e o Predicado. Tem razão, muitos políticos escrevem mal e alguns textos chocam-me mesmo. Neste domínio, há coisas incompreensíveis nos mais altos orgãos do país.
* Não se usa vírgula: a) entre sujeito e predicado; b) entre o verbo e os seus objectos.

10 de Março de 2009

A única coisa que temos de temer

Ao ouvir ontem o pessimista profissional Medina Carreira a ser entrevistado por Mário Crespo, lembrei-me que nunca é demais apelar ao melhor discernimento político neste período difícil à escala global. A crise de 1929 possibilitou o surgimento de discursos populistas (fascistas e nazis) que mobilizaram massas e permitiram mesmo que alguns chegassem ao poder por intermédio de eleições livres. Os democratas devem evitar a generalização da falta de confiança. A frase gasta de Roosevelt diz sempre tudo: “the only thing we have to fear is fear itself”. Yes, we can.

7 de Março de 2009

Sempre na ordem do dia

O Ministério da Educação está sempre na ordem do dia e, infelizmente, desta vez, pelas piores razões. Não importa de quem é a culpa, na medida em que é apenas inadmissível: o Ministério solicitou a remoção de software associado a uma aplicação de um jogo instalada nos computadores Magalhães após a detecção de graves erros de português, segundo uma nota hoje divulgada. Já tinha identificado alguns erros e também já entendi que é inútil dissipar dúvidas por mail. Tem sido uma confusão, desde as sms da Prológica às prestações para os pais (muitas com a atribuição errada dos escalões), a definição das responsabilidades dos professores, dos Agrupamentos... É pena que este programa, tão útil, tão inovador esteja a passar por este descrédito absolutamente evitável. E não se esgota no e-escolinha, a maioria dos alunos ainda não tem código do e-escola para levantar o seu computador. Que se resolva o problema rápido e que se atribuam rápido os computadores aos alunos (é necessário entender as expectativas que se criam nos estudantes e nas suas famílias). Deve haver uma parte deste Ministério que claramente não trabalha bem, pois estas são falhas de principiante, como foram alguns erros técnicos, depois corrigidos, na avaliação dos professores. De qualquer modo, resolva-se o problema e não se aproveite para criticar outras (boas) medidas do MEdu, que são a maioria.
Nota: espero que os fantásticos 2001 - Uma Odisseia no Espaço e Laranja Mecânica que passam hoje no canal 2, ao contrário dos jogos no Magalhães, estejam bem traduzidos, pois isso seria, igualmente, criminoso.

6 de Março de 2009

Calma, Zé!

Depois do episódio de ontem no Parlamento, o Deputado José Eduardo Martins veio hoje pedir desculpa a todos os Deputados, com excepção do Deputado Afonso Candal a quem, entre outras coisa mandou "para o car..." em pleno hemiciclo. Seria interessante que ele dissesse alguma coisa sobre o dia em que também chamou "palhaço" ao Primeiro-Ministro a meio de um debate parlamentar, de forma aliás bem audível em todos os telejornais. É natural que algumas pessoas manifestem alguma veemência na defesa das suas ideias num espaço de liberdade como é a Assembleia da República, mas esta última situação, nem defesa da honra merecia. Em oposição a essa liberdade há a censura pela omissão da situação nas actas, como já se fala. Não é caso isolado, temos assistido a campanhas de crescente violência nas manifestações de oposição ao governo e na forma como o PSD e a sua juventude política as fazem... A verdade é que este partido vive mergulhado num profundo estado de ansiedade.

5 de Março de 2009

Obrigado

Fui nomeado, na área de Política, para receber uma Vaga d’Ouro, os Óscares do meu concelho, a nossa gala de glamour holiwoodesco. É muito raro, mas de vez em quando somos reconhecidos nos meios mais adversos. Este post serve para partilhar o reconhecimento com quem me acompanha nas ideias e nas lutas.